O que a Ciência diz sobre o Yoga?

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Veja como a ciência observa e descreve os fenômenos fisiológicos e as respostas que o nosso organismo dá ao praticar yoga.

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O yoga é uma prática que tem como objetivo fazer com que corpo e mente entrem em sintonia por meio da respiração e posições corporais.

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É um método antigo, que possui mais de 3.000 anos de idade, surgido na Península Indiana.

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A palavra yoga é derivada do sânscrito “yuj”, que possui como significado integrar, unir, o que dá o entendimento da técnica, união dos movimentos do corpo e respiração.

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É possível praticá-lo de algumas maneiras diferentes, tendo, como exemplo, a Arte do Yoga, o Yoga para todos, Técnicas para Respiração e Meditação, entre outros, cada um para se adaptar ao ritmo de quem o busca.

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A yoga, portanto, não é uma religião, terapia ou ginástica, mas sim uma filosofia prática para o qual não é possível que se atinja uma boa saúde física e mental sem que haja concentração.

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 o que a ciência diz sobre o yoga.

A prática, de acordo com a ciência

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O papel da ciência no estudo dessa técnica é de observar e descrever os fenômenos fisiológicos, dando respostas sobre como o nosso organismo reage a essa pratica.

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Algumas das técnicas empregadas pelos oitos ciclos pelos quais a yoga passa – sendo eles práticas e exercícios de concentração, respiração, descontração, gestos reflexológicos manuais e purificação orgânica – podem causar influência no sistema nervoso central, com efeitos neuroendócrinos e neuroquímicos.

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Essa influência pode, como consequência, alterar algumas estruturas em áreas do cérebro, que favorecem funções cognitivas e emocionais.

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Com o aumento dos níveis de estresse e transtornos de ansiedade, a ciência tenta relacionar as emoções ao sistema nervoso autônomo.

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Foi, portanto, capaz de provar que a yoga é uma técnica que pode ajudar, beneficamente, a diminuir esses casos.

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Um exemplo disso são os ataques de pânico: para se acalmar, as pessoas utilizam a técnica de hiper-ventilação, e uma das técnicas utilizadas na yoga, chamada de respiração diafragmática ou abdominal, possui justamente o objetivo de diminuir a velocidade da respiração.

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o que a ciência diz sobre o yoga

A mente e o yoga

 

Objetivando estudar a atuação da yoga em relação ao nosso sistema nervoso simpático, que possui como função o equilíbrio das funções básicas, como a sobrevivência do organismo, os estudiosos do All India Institute of Medical Sciences, em Nova Déli, compararam-na aos efeitos do ansiolítico diazepam.

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Os resultados mostraram, após três meses, que os níveis de estresse e ansiedade de quem praticava yoga caíram significativamente, e os resultados nas pessoas que tomaram o ansiolítico comprovaram que não houve nenhum efeito na redução desses níveis.

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Por meio da ativação da amídala direita, como consequência, ativa-se o hipotálamo, sendo possível ativar o sistema nervoso parassimpático, que pode proporcionar uma sensação de relaxamento e tranquilidade, diminuindo a frequência cardíaca, a taxa de respiração, reduzindo a ação do locus coeruleus.

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Esse locus é onde a norepinefrina se sintetiza, e com a diminuição dessa norepinefrina, diminuiria a ativação do hipotálamo, que como consequência, reduziria a produção de hormônios do estresse, como o cortisol e o ACTH.

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Pelo fato de a meditação estar associada a alteração nos padrões eletroncefalográficos de repouso, o yoga seria capaz de reduz, portanto, esses níveis, ajudando a prevenir os níveis de estresse.

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Prova-se, então, que praticar yoga, de acordo com a ciência, é muito mais do que um exercício físico, e, sim, um exercício para a saúde mental, também.